Castas Tintas

  • AGIORGITIKO
    Representativa uva da Grécia, um pouco condimentada e com uma percepção de cereja.
  • AGLIANICO
    Apresenta grande concentração de taninos e acidez, própria para envelhecimento. Encontrada no Sul da Itália, principalmente em rótulos de Campanha e Basilicata.
  • ALICANTE BOUSCHET (Garnacha Tintorera)
    Fruto do cruzamento da Grenache com Petit Bouschet, realizado pelo francês Luis Bouschet de Bernard e seu filho Henri, em 1866, essa variedade é mais indicada quando misturada a outras uvas. Em Portugal, na região do Alentejo, é uma importante uva na composição de certos vinhos, onde dá um aroma de menta e eucalipto. Confere longevidade e cor ao vinho.
  • ARAGONÊS
    Como é conhecida a Tempranillo no Alentejo
  • BAGA
    É a principal uva da região portuguesa da Bairrada e produz vinhos bastante adstringentes. Mas, bons produtores, como Luis Pato, vinificam exemplares refinados e ricos de aroma e sabor.
  • BASTARDO
    Uva de tintos da Bairrada e do Dão.
  • BARBERA
    A mais popular da uvas do Piemonte, Norte da Itália é, ao lado da Sangiovese, a variedade mais cultivada do País. Dá tanto vinhos leves do dia-a-dia, como exemplares escuros e frutados, com alta acidez e concentração e boa capacidade de envelhecimento.
  • BONARDA
    Outra variedade típica do Piemonte, na Itália. Seu nome completo é Bonarda Piemontese. Produz vinhos leves, frutados, melhor quando bebidos jovens. Também foi muito utilizada na Argentina para produção de vinhos do dia-a-dia para consumo interno.
  • CABERNET FRANC
    Terceira uva tinta mais importante de Bordeaux (Pommerol e Saint Emilion). É mais leve e com menos taninos que a Cabernet Sauvignon e amadurece mais cedo. É muito usada no corte com outras uvas. Na região do Loire, dá vinhos mais herbáceos, onde é conhecida como Breton. É a uva principal do Château Cheval Blanc.
  • CABERNET SAUVIGNON
    A mais clássica e conhecida das variedades de Vitis vinífera, base do corte usado nos grandes vinhos de Bordeaux (Latour, Mouton-Rothshild, Lafite, Latour, Margoux etc). Tem amadurecimento tardio e produz tintos secos de semi-incorpados a incorpados; tânica quando jovem, garante um melhor envelhecimento da bebida na garrafa e a passagem pelo barril de carvalho pode aparar suas arestas. Produz os melhores tintos do Brasil e do Chile.
  • CARIGNAN (Cariñena, Mazuelo)
    Originária do Norte da Espanha, é das espécies mais cultivadas na França, particularmente, na região de Languedoc-Roussillon. Normalmente, é misturada com a Grenache e a Cinsault, e resulta em vinhos mais comuns, de mesa, de cor escura e forte teor de álcool.
  • CARMENÈRE
    Originária de Bordeaux, hoje é uma uva praticamente só cultivada no Chile, onde se adaptou melhor do que na França. É mais escura que a Merlot e apresenta taninos macios.
  • CINSAULT (Espagne, Hermitage, Malaga)
    Casta encontrada principalmente na região de Languedoc-Roussilon, na França. Ali, é associada à Grenache e à Carignan, produzindo bebidas leves e pouco aromáticas. Na região do Rhône, a mesma uva com melhores cuidados produz vinhos mais concentrados e aromáticos. No Líbano, é responsável pelo emblemático Château Musar.
  • CORVINA
    Traz sabores concentrados e aromas de cereja ao tintos de Valpolicella, com destaque para os Amarone e Recioto.
  • COT
    Como é conhecida a Malbec em Bordeaux, em Cahors, onde também recebe o nome de Auxerroi
  • DOLCETTO
    Uva italiana que apesar do nome não é doce. Vinificadas, resultam em rótulos suaves do Piemonte, próprio para o dia-a-dia, com alta acidez e que devem ser bebidos ainda jovens. Na região do Piemonte, melhor tratada, a uva é envelhecida em barris de carvalho e resulta em líquidos mais ricos e complexos.
  • DURIF
    Também conhecida como Petit Syrah, mais encontrada na Califórnia.
  • GAMAY
    É a uva usada na produção do Beaujolais, um vinho mais leve, produzido nesta região da Borgonha, para ser bebido bem jovem.
  • GRACIOANO
    De sabor delicado e ligeiramente condimentado é usada cortes da Rioja.
  • GRENACHE (GARNACHA)
    Apesar de ser uma uva muito cultivada no mundo, é pouco vista em rótulos de garrafas, pois é usualmente misturada. É presença fundamental do renomado Châteauneuf-du-Pape e na maioria dos vinhos do Rhône.
  • LAMBRUSCO
    Uva tinta cultivada em toda a Itália, em especial, na região da Emilia-Romana. Há mais de sessenta subvariedades conhecidas. Apesar de também produzir bons vinhos de denominação de origem, é mais conhecida no Brasil pelos vinhos frisantes, semi-doces e baixo teor alcoólico e que devem ser bebidos jovens.
  • MALBEC
    Originária de Bordeaux, onde é muito tânica e usada somente misturada a outras castas, essa uva se tornou emblemática na Argentina, onde é responsável pelos melhores vinhos tintos produzidos no País. Começa a render alguns rótulos no Chile também.
  • MAZUELO
    Usada para complementar cortes riojanos, na França é chamada de Carignan.
  • MERLOT
    Similar à Cabernet Sauvignon, entretanto mais suave. Tem sabor mais macio, menos tânico e aromas mais frutados. Base de grandes vinhos do Pomerol, como o famoso Château Petrus. Na Califórnia, nos Estados Unidos, também rendeu grandes exemplares. Também muito usada no Novo Mundo e plantada em várias partes do planeta onde se faz vinho.
  • MONTEPULCIANO
    Variedade cultivada por toda Itália, com maior destaque na Região Central. Produz vinhos mais rústicos e é muito usada junto à Sangiovese. Não deve ser confundida com a cidade da região da Toscana de mesmo nome, que produz o famoso Vino Nobil di Montepulciano que, aliás, é feito a partir da uva Sangiovese.
  • MOURVÈDRE (Monastrell e Mataro)
    Uva típica do Sul da França, mas também muito cultivada na Espanha. É um pouco tânica e, geralmente. é misturada a outras uvas, como Shyrah, Grenache e Cinsault. Ajuda a dar cor e estrutura ao vinho. Bastante utilizada na Provence, na França, e na Rioja e Penedès, na Espanha.
  • NEBBIOLO
    Uva que produz os melhores e mais valorizados tintos italianos: Barolo e o Barbaresco. São bebidas intensas, frutadas, bastante tânicas, de aromas complexos e com alta acidez, o que torna obrigatório o envelhecimento em barris de carvalho para aparar as arestas.
  • NERO D’AVOLA
    Casta típica da região de Sicília, no Sul da Itália. Produz vinhos de qualidade, escuros, densos e com potencial de envelhecimento.
  • PERIQUITA (Castelão Português, Castelão Francês)
    Plantada no Sul de Portugal, dá vinhos de boa estrutura, que envelhecem bem; é também a marca do popular tinto lusitano mais exportado para o Brasil.
  • PETIT SYRAH
    Produz vinhos tânicos, escuros e com presença de especiarias.
  • PETIT VERDOT
    Variedade típica da região de Bordeaux, na França. Dá sabor, cor e taninos ao corte bordalês.
  • PINOT NOIR (PINOT NERO)
    Uva típica da Borgonha, produz os vinhos mais admirados pelos enólogos e enófilos do mundo. Sua qualidade está ligada diretamente ao terroir onde está plantada. É uma uva de difícil de cultivar e vinificar, podendo gerar tanto tintos inexpressivos, como muito complexos. São vinhos de coloração clara para média, com relativo baixo tanino e acidez. Os grandes Pinot Noirs têm aroma intenso, complexo, sensual e evoluem muito bem na garrafa. Menos feliz em outras regiões do mundo, tem apresentado algum sucesso no Chile com preços bem mais acessíveis. A Pinot Noir também faz parte da receita que compõem os vinhos da Champagne.
  • PINOTAGE
    Uva criada da África do Sul, surgida em 1920, do cruzamento entre a Pinot Noir e a Cinsaut, realizado pelo professor Perald. Pode resultar num vinho muito frutado e capaz de envelhecer bem em barris de carvalho.
  • PRIMITIVO
    Uvas frutada e de alto teor alcoólico. Geneticamente, iguais à Zifandel Americana.
  • RONDINELLA
    Utilizada no corte dos tintos italianos Amarone, Valpolicella e Bardolino.
  • SANGIOVESE
    Trata-se da variedade mais plantada na Itália. É a base dos grandes vinhos da Toscana – Chianti, Brunello di Montalcino (onde recebe o nome de Sangiovese Grosso) e Vino Nobilo de Montpulciano. É uma casta de amadurecimento tardio, bem ácida, tânica e frutada.
  • SYRAH/SHIRAZ
    Uva do Rhône, na França, que resulta vinhos de coloração intensa, bem encorpados e aromáticos que, na boca, evocam frutas vermelhas (amoras). Na Austrália, com o nome de Shiraz, dá exemplares tânicos, apimentados e de boa maturação.
  • TANNAT (MANDIRAN)
    Uva do Sudoeste da França, hoje é a variedade emblemática do Uruguai. Altamente tânica e com perfume de amora e framboesa. Bons produtores têm domado o Tannat no Uruguai e bons rótulos têm surgido no mercado
  • TEMPRANILLO (TINTO FINO, CENCIBEL, TINTA RORIZ ARAGONÊS)
    A mais importante uva de qualidade da Espanha, cultivada nas regiões de Rioja e Ribeira del Duero. Usualmente misturada à Garnacha e Mazuelo. Dá um vinho colorido, com baixa acidez, pouco tânico, que envelhece bem no carvalho, o que lhe confere aromas de tabaco.
  • TEROlDEGO
    Encontrada na região setentrional italiana, resulta em tintos com bastante estrutura e sabor de groselha preta. No Brasil, são encontradas algumas experiências interessantes com essa uva.
  • TOURIGA NACIONAL
    Entre as uvas portuguesas, a Touriga Nacional é a mais importante e mais nobre. É cultivada também na Austrália e na Califórnia. Existem experiências bem sucedidas na Serra Gaúcha. Mas é na região do Dão onde ela se destaca mundialmente.
  • ZINFANDEL (PRIMITIVO)
    Produz tintos secos, com notas de pimenta e sabor que lembra groselha preta. Uva característica dos vinhos da Califórnia, apesar de ser originária do Sul da Itália, onde tem o nome de Primitivo.
 

Castas Brancas

  • ALVARINHO (ou Albariño, na Espanha)
    Responsável pela produção na Região do Minho, em Portugal, do Vinho Verde, que tem esse nome pois deve ser tomado ainda jovem, isso é “verde”. É uma uva que confere boa acidez, aroma e certa efervescência ao vinho.
  • ARNEIS
    Encontrada no Piemonte, é encorpada e seca, com perfume de frutas brancas (melão e pêra) e amêndoas.
  • ASSYRTICO
    Especialidade da ilha vulcânica de Santorini, no Mar Egeu, é a uva grega de brancos com boa acidez.
  • BUAL
    Usada na Ilha da Madeira para vinhos fortificados típicos da região.
  • CHARDONNAY
    Uva branca, fácil de cultivar e vinificar. Está espalhada em todo o mundo. É usada na produção de clássicos de alta qualidade e reputação na Borgonha, como Chablis, Montrachet e Poully-Fussé, além de ser um importante ingrediente do Champanhe. Por não ser uma uva aromática, a passagem pelo barril de carvalho lhe confere maior complexidade em algumas regiões, principalmente, do Novo Mundo, onde mostra um toque amanteigado e tostado.
  • CHENIN BLANC (Steen)
    Variedade do Loire Central, na França, de aroma floral, dá vinhos secos ou doces – nesse caso, quando são atacadas pela podridão nobre, que lhes confere maior teor de açúcar.
  • CLAIRETTE (Clairette Blanc)
    Uva branca cultivada no Sul da França. É uma das variedades autorizadas no vinho tinto Châteauneuf-du-Pape e brancos Côtes-du-Rhône. Na Austrália, é conhecida como Blanquette.
  • CORTESE
    Casta autóctone italiana refrescante e com toques minerais.
  • FIANO
    Uva nativa do Sul da Itália para brancos ligeiros e frescos
  • FURMINT
    Os renomados grandes vinhos doces Tokay, da Hungria, são feitos dessa variedade. Sua fina casca facilita a ação do fungo Botrytis cinerea, que aumenta o teor de açúcar à uva.
  • GARGANEGA
    Principal uva do vinho tipo Soave.
  • GEWÜRZTRAMINER
    Em alemão, significa “especiarias”. Produz vinhos brancos ricos, de cor amarelo-ouro e aroma intenso. Encontrou seu melhor solo na região francesa da Alsácia, mas também é encontrada na Alemanha e outras regiões de clima frio.
  • MACABEO
    Também conhecida como Viura, é uma das três uvas usadas no corte das Cavas (espumante espanhol) e nos vinhos brancos da Rioja.
  • MALVASIA
    É uma das mais antigas uvas brancas que se conhece (cerca de 2.000 anos). Apesar de produzir vinhos secos no Sul da Itália, se notabilizou pelo vinho fortificado que produz em Portugal (Madeira)
  • MUSCADELLE
    Típica variedade de Bordeaux, na França, usada principalmente para vinhos doces produzidos em Barsac e Sauternes. Como é muito aromática, é usada em pequenas quantidades quando misturadas a vinhos doces, baseados das uvas Sémillon e Sauvignon Blanc.
  • MUSCAT (Moscato e Moscatel)
    Plantada no mundo todo, é própria de vinhos doces perfumados. É a única uva vinífera que preserva os aromas de uva no vinho e talvez uma das espécies mais antigas ainda cultivadas. Usada para vinhos secos na Alsásia e para espumantes do tipo Asti Espumante e Moscato Bianco.
  • PALOMINO
    Principal uva do vinho fortificado do Sul da Espanha, Xerez.
  • PEDRO XIMÉNEZ
    Outra variedade do Sul da Espanha, utilizada nos vinhos fortificados Xerez, como o Olorosso.
  • PINOT BLANC (Pinot Bianco)
    Esta uva dá vinhos leves, secos, frutados, para beber jovem, principalmente aqueles produzidos na Itália. Original da Borgonha, na França, sua base é a Alsácia.
  • PINOT GRIS (Tokay d’Alsace, Pinot Grigio)
    Da família Pinot Noir, resulta em vinhos brancos leves, jovens e secos na Itália e mais ricos e perfumados, na região francesa da Alsácia.
  • ROUSSANE
    Traz elegância aos brancos do Rhône, também cultivada no Languedoc-Roussillon.
  • RIESLING
    Junto com a Chadornnay, é considerada a melhor uva branca do mundo. Produz vinhos com acidez elevada e teor alcoólico baixo (8ºC). As melhores Riesling são encontradas na Alemanha e produzem vinhos de grande qualidade. Aromas delicados e florais.
  • SAUVIGNON BLANC
    Tem acidez aguda, aspectos minerais e bastante frutados no Novo Mundo. Mantém a limpidez, pois raramente fica impregnada de carvalho. Na França, alcança melhores resultados em rótulos da Região do Loire. É misturada com Sémillon, em Bordeaux. Também é parte da composição dos vinhos doces de Sauternes e Barsac. Na Nova Zelândia, encontrou o solo ideal para produção de vinhos que colocaram o País no mapa do mundo do vinho.
  • SÉMILLON
    Tanto vinhos brancos secos de Bourdeaux, como vinhos doces da região de Sauternes, na França, usam essa casta. Varia sua característica de acordo com a região, onde é cultivada: aromas cítricos e adocicados, em Bordeaux; amanteigados e com grande potencial de envelhecimento, na Austrália
  • SERCIAL
    Usada para elaboração de Madeiras, mais secos e leves.
  • TOCAI (Friulano)
    Variedade branca cultivada na região italiana de Friuli-Veneza, que produz vinhos encorpados e elegantes. Não há qualquer relação da uva Tocai com os renomados vinhos húngaros doces Tokay.
  • TORRONTÉS
    Muito aromática, produz vinhos típicos argentinos.
  • TREBBIANO
    Produz vinhos brancos mais comuns e sem personalidade na Itália. É plantada extensivamente em todo o País. Usada no corte com outras uvas para a composição de vinhos. Com o nome de UGNI BLANC e Saint-Émilion, é muito usada na produção de conhaque e Armagnac, na França.